Precaução de contato

O QUE É PRECAUÇÃO DE CONTATO?

É importante lembrar que Precaução, na linguagem da saúde, refere-se á aplicação de técnicas a todo paciente hospitalizado a fim de bloquear a transmissão de micro-organismos.

Precauções de Contato são medidas aplicadas a pacientes que apresentam infecção ou colonização por microrganismos importantes dentro na Epidemiologia que são transmitidos por contato físico de dois modos:

  1. Modo direto, por contato direto, ou seja, por contato de pele a pele;
  2. Modo indireto, por contato com superfícies ambientais ou itens de uso do paciente.

ITENS IMPORTANTES PARA EVITAR INFECÇÃO HOSPITALAR POR CONTATO:

a) Luvas: Sempre que o profissional de saúde entrar no quarto do paciente ele deverá estar calçado com luvas. Ao sair deverá removidas e em seguida, promover a lavagem das mãos.

b) Avental: Deve-se ser utilizado quando houver risco aumentado de contato com material potencialmente infeccioso como em casos de pacientes com diarreia, incontinência fecal, colostomia, ileostomia, feridas com drenagem e outros. Antes de sair do quarto deve-se retirar o avental evitando a contaminação da própria roupa.

c) Lavagem das Mãos: Obrigatória antes e após a assistência de enfermagem ao paciente.

Clique aqui e leia: Técnica Correta da Lavagem de Mãos


OBSERVAÇÕES IMPORTANTES NA PRECAUÇÃO  DE CONTATO

  • Evitar ao máximo o transporte do paciente para fora do quarto;
  • Todos os itens que o paciente tem contato direto deverão ser submetidos á limpeza diária;
  • Equipamento de uso na assistência ao paciente como termômetro, estetoscópio e outros deverão ser de uso exclusivo. Se houver a necessidade de uso em outro paciente, providenciar a desinfecção.

INDICAÇÕES DA PRECAUÇÃO DE CONTATO

  • Rubéola Congênita – Internação no primeiro ano de vida. Se a criança apresentar cultura de urina e nasofaringe após o 3 meses de idade, esta poderá sair do Precaução de Contato;
  • Conjuntivite Viral Hemorrágica – Durante toda a internação;
  • Celulite, Abcessos e úlceras quando não podem ser cobertos por curativos ou quando houver secreção que não podem contidas;
  • Infecção ou Colonização por bactérias multirresistentes em trato Gastrointestinal , respiratório e tegumentar (feridas e queimaduras) – O paciente deverá receber Precaução de Contato até que se termine a antibioticoterapia e tenha cultura bacteriana negativa;
  • Furunculose Estafilocócica em crianças;
  • Diarreias Infecciosas em pacientes incontinentes ou em uso de fraldas;
  • Hepatite A em pacientes incontinentes ou em uso de fraldas;
  • Herpes Simples Neonatal nos casos em que a Mãe tenham lesões ativas e bolsa rota >4-6 horas;
  • Herpes Zoster em pacientes imunocomprometidos;
  • Impetigo em até 24 horas após início o tratamento eficaz;
  • Ectoparasitoses como escabiose e pediculose em até 24 horas pós início do tratamento eficaz;
  • Grandes Queimaduras e feridas causadas por Estreptococos beta hemolíticos do grupo A até 24 horas após o inicio de antibioticoterapia eficaz;
  • Doenças febris hemorrágicas;
  • Infecções respiratórias virais como laringo-traqueíte e bronquiolite em lactentes;
  • Doenças com exantema vesicular com probabilidade de Varicela. Deve-se manter a Precaução de Contato até que todas as lesões estejam em fase de crosta.

PRECAUÇÃO PADRÃO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Quando o profissional de saúde apresentar alguma doença infecciosa ou ter tido exposição á algumas delas, deverá  adotar medidas de Precaução de Contato para evitar transmitir a doença.

1 – Se o profissional de saúde estiver com diarreia, deverá:

  • Lavar as mãos bem atento á técnica correta de lavagem das mãos após o uso do banheiro e antes do manuseio de pacientes e equipamentos;
  • Evitar trabalhar com criança menores de dois uma vez que o sistema imunológicos ainda não está maduro.

2 – Se o profissional de saúde estiver com resfriado deverá:

  • Lavar as mãos sempre utilizando a técnica;
  • Usar máscara quando estiver trabalhando com crianças menores de dois anos;
  • Evitar contato com recém-nascidos, imunodeficientes e portadores de cardiopatias congênitas

3 – Se o profissional estiver com herpes labial deverá:

  • Lavar as mãos sempre observando a técnica correta;
  • Utilizar máscaras;
  • Evitar contato com recém-nascidos, queimados e imunodeficientes.

4 – Se o profissional for exposto a sangue em regiões de mucosa, olhos e pele:

  • Deverá comunicar imediatamente á CCIH/SCIH ou Serviço de Saúde Ocupacional a fim de avaliar a necessidade de iniciar profilaxia para Hepatite B e HIV.

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marcus

Olá, meu nome é Marcus Vinícius, tenho 32 anos. Sou blogueiro, enferrmeiro e referência técnica do Centro de Atenção Psicossocial CAPS I de Lagoa da Prata/MG. Sou graduado em Enfermagem pela Universidade de Uberaba UNIUBE. Os meu objetivo neste blog é trazer um conteúdo esquematizado e de fácil entendimento para te auxiliar nas suas pesquisas e estudos na área de enfermagem, saúde pública e saúde como um todo.

Website: http://www.enfermagemesquematizada.com.br

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