Teoria da Seleção Clonal

A teoria da seleção clonal, criada em 1954 pelo imunologista Niels Jerne é a hipóstese mais aceita da imunologia.

CONCEITO DA TEORIA DA SELEÇÃO CLONAL

A seleção clonal diz que o sistema imune apresenta uma memória evolutiva, ou seja, que é passada de geração para geração desde a origem do Ser Humano.

Em outras palavras, as informações contidas no sistema imune de contatos com micro-organismos patogênicos dos pais são passados para os seus filhos através de uma herança genética. Se os pais tivessem tido contato com o vírus da chikungunya em algum momento da vida, os filhos terão a capacidade de produzir linfócitos clones sem nunca ter tido contato com o vírus da chikungunya.

No entanto, a presença de clones que atuem em uma determinada doença não significa dizer que o individuo é imune á doença, mas esse sistema impedirá que a mesma cause um mal tão grave quanto o óbito. Em outras palavras, dizemos que o sistema de clones é amplificado quando em contato com o agente transmissor da referida doença. Neste sentido, todos nós produzimos clones á toda e qualquer doença mesmo nunca ter entrado em contato com os seus agentes transmissores. É como se o sistema imune produzisse várias tipos de chaves sem nunca ter conhecido as suas respectivas fechaduras, mas foi adquiridos os moldes.

 

 A TEORIA DA SELEÇÃO CLONAL E A EVOLUÇÃO DOS MICRO ORGANISMOS.

Os micro-organismos em contato com o homem a milhares de anos vem evoluindo junto com ele. Bactérias por exemplo se reproduzem por fissão binária; uma célula se divide formando duas outras e sua população cresce em progressão geométrica em questão de minutos e sua capacidade de evolução também é grande.

A hipótese clonal afirma que se não fosse os clones aperfeiçoados a cada contato com o vírus da gripe por exemplo, a gripe seria mortal, uma vez que todos micro-organismos evoluem rápido pela sua capacidade de reprodução rápida. Assim, o sistema imune acompanha a evolução dos micro-organismos mantendo um certo equilíbrio através do aperfeiçoamento de clones a cada contato.

 

TEORIA DA SELEÇÃO CLONAL E AS DOENÇAS AUTOIMUNES

A medula óssea produz clones tão diferentes para um mesmo antígeno que poderá haver a presença de um erro em que um linfócito poderá entender que uma célula do próprio organismo seria um antígeno e começa a atacá-la. Daí, teremos a instalação de uma doença auto-imune como o diabetes tipo I e o artrite reumatoide.

 

SELEÇÃO NEGATIVA E SELEÇÃO POSITIVA

A teoria da seleção clonal diz que há um sistema responsável por impedir que linfócitos T atuem contra o próprio organismo gerando doenças autoimunes.

Os linfócitos T, são produzidos em adultos medula óssea e depois vão para o timo amadurecer e receber os marcadores CD4 ou CD8. No timo, os linfócitos passam por uma triagem onde serão testados. Ali, são lhe apresentados as mesmas proteínas dos vários órgãos que compõe o organismo como um todo. Se o linfócito T se tornar ativo, serão descartados, ato que chamamos de seleção negativa. Agora, se ocorrer o contrário, os linfócitos não se ativarem, chamaremos de seleção positiva.

No caso da seleção negativa falhar no Timo, quando os linfócitos T chegarem aos órgãos linfoides, lá passarão pelo mesmo processo de seleção. Caso este processo falhe no Timo e posteriormente nos órgãos linfoides, haverá o inicio de uma doença autoimune.

Na seleção negativa, os linfócitos podem sofrer lise ou ficar negativados.

 

marcus

Olá, meu nome é Marcus Vinícius, tenho 32 anos. Sou blogueiro, enferrmeiro e referência técnica do Centro de Atenção Psicossocial CAPS I de Lagoa da Prata/MG. Sou graduado em Enfermagem pela Universidade de Uberaba UNIUBE. Os meu objetivo neste blog é trazer um conteúdo esquematizado e de fácil entendimento para te auxiliar nas suas pesquisas e estudos na área de enfermagem, saúde pública e saúde como um todo.

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