Tecido Adiposo

Tecido Adiposo

O tecido adiposo é um tecido conjuntivo especializado em que há a predominância de adipócitos. Estas células podem ser encontradas isoladas no tecido conjuntivo comum, porém a maioria dos adipócitos encontram-se agregados em regiões espalhadas pelo corpo. Os adipócitos são células que armazenam o excesso de calorias consumidas e não necessitadas para suprir necessidades metabólicas. As calorias armazenadas estão sob a forma de triglicerídeos. Os mamíferos também apresentam outras formas de reserva energético como o glicogênio nos músculos e fígado.

Características Funções do Tecido Adiposo

    • Maior depósito de energia do corpo humano;
    • A energia é armazenada sob a forma de triglicerídeos que são as reservas energéticas mais eficientes. Triglicerídeo libera 9,3 Kcal/g contra 4,1 kcal/g do glicogênio. O glicogênio é a forma de reserva de energia dos músculos e fígado;
    • O tecido adiposo promove diferenças de contorno entre homens e mulheres uma vez que localiza-se abaixo da pele modelando a superfície;
    • Secreção de hormônios;
    • Formação de coxins absorventes de impacto, principalmente na palma das mãos e planta dos pés;
    • Isolamento térmico do organismo uma vez que o tecido adiposo é conduz bem o calor;
    • Preenchimento de espaços entre tecidos.

Tecido adiposo em homens e mulheres

O tecido adiposo varia em homens e mulheres. Em indivíduos com índice de massa corporal IMC 18.5 a 24.9 (IMC normal), homens e mulheres terão as seguintes características:

  • Mulheres terão um armazenamento adiposo que corresponderá a 20 a 25% do peso corporal e;
  • Homens terão um armazenamento adiposo correspondente entre 15 a 20% de peso corporal.

Catabolismo e Anabolismo do tecido adiposo

O sistema nervoso autônomo atua nos adipócitos através de dois subsistemas:
1 – Sistema nervoso autonomo simpático;
2 – Sistema nervoso autonomo parassimpático.

Sistema Nervoso Autônomo Simpático

Tem ação catabólica através de receptores ß-adrenérgicos que, quando ativados promovem a lipólise, ou seja, quebra de lipídeos para suprir necessidades metabólicas. Atividades físicas ativam o sistema o sistema nervoso autônomo promovendo o emagrecimento.

Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático

O tecido adiposo não tem inervação direta do parassimpático. A ação parassimpática ocorre através da estimulação no pâncreas. Ao ingerir alimentos, o sistema nervoso parassimpático promove o aumento da digestão e absorção de nutrientes a partir do trato gastrointestinal e secreção de insulina a partir do pâncreas. A insulina, por sua vez, tem ação anabólica sobre os depósitos adiposos, captando glicose e ácidos graxos adquiridos na alimentação e guardando-os sob a forma de triglicerídeos no tecido adiposo. A alimentação rica em carboidratos aliada ao sedentarismo promove armazenamento de triglicerídeos nos adipócitos.

Tipos de Tecido Adiposo

Existem dois tipos, a saber:

  1. Tecido adiposo comum, amarelo ou unilocular;
  2. Tecido adiposo pardo ou multilocular.

Tecido adiposo comum, amarelo ou unilocular

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As células do tecido adiposo comum contém uma única gotícula de gordura, especificamente triglicerídeos, que ocupam cerca de 85-95% do citoplasma. Como a gotícula de gordura é grande, ela empurra o núcleo e o cortisol para periferia da célula. Os adipócitos do tecido comum alteram o seu tamanho de acordo com a quantidade de triglicerídios armazenados.

Funções do tecido adiposo comum
  • Proteção mecânica contra choques e traumatismos externos;
  • Permitir o adequado deslisamento entre vísceras e feixes musculares, sem comprometer a funcionalidade e integridade dos mesmos;
  • Isolante térmico – por se localizar abaixo da pele;
  • Fornecer energia – Fornece 9 kcal.g-1 em comparação com o carboidrato, que é de 4 kcal.g-1.
  • Secreção de adipocinas.
Adipocinas

São proteínas sintetizadas pelo tecido adiposo unilocular com função endócrina. São elas:

  • Fator de Necrose tumoral-α – Sistema Imune;
  • Interleucina 6 – Sistema Imune;
  • Fator transformador de crescimento β – Fator de crescimento;
  • Adipsina – Fator de crescimento;
  • Angiotensinogênio – Regulação da pressão arterial;
  • Inibidor do ativador de plasminogênio – homeostase vascular;
  • Adiponectina – homeostase glicêmica;
  • Fator de crescimento endotelial vascular – Formação de novos vasos sanguíneos;
  • Leptina – Regulação do metabolismo energético. A leotina sinaliza o Sistema Nervoso Central sobre os estoques corporais de energia.

Tecido adiposo pardo ou multilobular

adipócito-unilobular-300x240 Tecido Adiposo

As células do tecido adiposo pardo contém numerosas gotículas de lipídeos de diferentes tamanhos. O núcleo apresenta-se esférico e ligeiramente excêntrico. Estão praticamente ausentes no adulto, porém numerosos no feto e recém-nascidos. Apresenta muitas mitocôndrias para a produção de calor.

Função do tecido adiposo pardo ou multilobular
  • Produção de calor ou termogênese. Participam da regulação da temperatura corporal;

 

Como os Lipídeos são Depositados

Os principais lipídeos armazenados no tecido adiposo são os triglicerídeos. Os triglicerídeos originam-se da seguinte forma:

  1.  absorvidos através da alimentação e depois trazidos até as células adiposas como triglicerídeos dos quilomicrons;
  2.  proveniente do fígado e transportados até os adipócitos sob a forma de triglicerídeos constitutivos das lipoproteínas de pequeno peso molecular (VLDL – Very Low Density Lipoproteins);
  3.  da síntese de triglicerídeos a partir da glicose nas próprias células adiposas.

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Quilomicrons

São partículas de triglicerídeos formadas pelas células epiteliais do intestino delgado a partir de nutrientes absorvidos. São compostos por 90% de triglicerídeos e 10% distribuídos em colesterol, fosfolipídeos e proteínas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALANIZ, Miriam H. Fonseca et al. O tecido Adiposo Como Centro Regulador do Metabolismo. Arquivo Brasileiro de Endocrinologia, v.50, n. 2, abril, 2006. Disponível em <http://www.uff.br>. Acesso em 03 de out. 2017.

JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 5 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

YOUNG, B.; LOWE, J. S.; STEVENS, A. Wheater´s: Histologia Funcional: Texto e Atlas em Cores. Editora Elsevier. 2007.

 

 

marcus

Olá, meu nome é Marcus Vinícius, tenho 32 anos. Sou blogueiro, enferrmeiro e referência técnica do Centro de Atenção Psicossocial CAPS I de Lagoa da Prata/MG. Sou graduado em Enfermagem pela Universidade de Uberaba UNIUBE. Os meu objetivo neste blog é trazer um conteúdo esquematizado e de fácil entendimento para te auxiliar nas suas pesquisas e estudos na área de enfermagem, saúde pública e saúde como um todo.

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