Síndrome Neuroléptica Maligna

O que é Síndrome Neuroléptica Maligna?

A Síndrome Neuroléptica Maligna é um efeito adverso grave do uso de antidepressivos e antipsicóticos. É caracterizado por um conjunto de sintomas cujo quadro mais típico é de alteração do estado mental e rigidez muscular precedendo ou acompanhado de febre. Além disso, é uma reação idiossincrásica rara, extremamente grave e potencialmente fatal.

 

Sintomas

Como o próprio nome sugere, a Síndrome Neuroléptica Maligna pode levar á morte e os seus principais sintomas são:

  • hipertermia;
  • sinais extrapiramidais;
  • alterações da consciência;
  • pressão arterial flutuante;
  • incontinência esfincteriana;
  • dispnéia;
  • disfunção autonômica;
  • elevação de fosfocreatinoquinase (CPK) e leucocitose.

 

Causa da Síndrome Neuroléptica Maligna

Os neurolépticos ou antipsicóticos bloqueiam os receptores da dopamina na região mesolimbica e mesocortical cerebral diminuindo os sintomas positivos e negativos da esquizofrenia. No entanto, acredita-se que eles podem bloquear os receptores dopamínicos nos gânglios da base.

O agente causal mais importante é o haloperidol. Mas outros fármacos tem histórico de produção da síndrome como a flufenazina, lítio, tioridazina, clozapina, metoclopramida, tetrabenazine, ecstasy, carbamazepina, entre outras.

 

Alguns fatores de risco importantes.

  • agitação;
  • exaustão física;
  • neuroleptização rápida.

 

Epidemiologia da Síndrome Neuroléptica Maligna

  • Cerca de 0,02% a 2,46% dos usuários em utilizando antipsicóticos atípicos;
  • Cerca de 1% dos usuários que utilizam qualquer antipsicótico.

 

Tratamento

O tratamento envolve:

  • hidratação;
  • retirada imediata do agente causador;
  • internação em UTI;
  • Administração de agonistas dopaminérgicos(como a bromocriptina e a amantadina), para fins de reverter o bloqueio dos receptores dopaminérgicos, ou o dantrolene, que atua como relaxante muscular;
  • suporte ventilatório e nutricional adequados;
  • eletroconvulsoterapia se necessário;
  • prevenção de eventos tromboembólicos através do uso de heparina em baixas doses.

 

Complicações

As principais complicações da Síndrome Neuroléptica Maligna são:

  • distúrbios respiratórios;
  • insuficiência renal;
  • coagulação intravascular disseminada;
  • rabdomiólise, e;
  • instabilidade hemodinâmica.

Deve-se substituir intermediariamente o antipsicótico causador da síndrome por outro em que o risco é baixo.

 

Referências Bibliográficas 

MEDEIROS, Fabrício, et al. Síndrome neuroléptica maligna de paciente em uso de olanzapina. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 57, n. 2, Julho, 2008. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0047-20852008000200012>. Acesso em 11 de dezembro de 2016.

HANEL, Ricardo, et al. Síndrome Neuroléptica Maligna: Relato de caso com recorrência associada ao uso de olanzapina. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, São Paulo, v. 56, n. 4, 1988. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1998000500022>. Acesso em 11 de dezembro de 2016.

 

 

 

 

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