síndrome neuroléptica maligna

O que é a síndrome-neuroléptica-maligna-2-300x200 síndrome neuroléptica maligna?

 

A síndrome neuroléptica maligna é uma grave efeito adverso provocado pelo uso de neurolépticos e é caracterizado por uma combinação de sintomas como hipertermia, rigidez muscular, disfunção autonônima e alteração do estado mental.

 

Medicações que causam a síndrome neuroléptica maligna?

Todos os bloqueadores de receptores dopaminérgicos, fármacos utilizados para amenizar os sintomas da esquizofrenia, podem desencadear a síndrome neuroléptica maligna. Ressalta-se que tanto os neurolépticos típicos como atípicos podem causar a síndrome maligna. O fármaco que apresenta um maior histórico da complicação é o haloperidol. Além dos neurolépticos o carbonato de lítio pode desencadear a complicação.

Exemplos de neurolépticos que

 

Manifestações clínicas com síndrome neuroléptica maligna

São sintomas da síndrome neuroléptica maligna:

  • taquicardia;
  • taquidispneia;
  • dispneia;
  • agitação psicomotora;
  • andar arrastado;
  • labilidade da pressão arterial;
  • diaforese (transpiração intensa),
  • tremor,
  • incontinência urinária,
  • disfagia,
  • leucocitose,
  • acidose metabólica,
  • elevação da creatina quinase e alteração do estado mental que pode ser semelhante à catatonia;
  • delirium progredindo para letargia, estupor e coma.

Veja também: acatisia

 

Incidência da síndrome neuroléptica maligna

  • Cerca de 0,5% a 2,4% dos pacientes em uso de antipsicóticos desenvolvem a síndrome malíngna.
  • 2/3 dos pacientes que desenvolveram a síndrome costumam desenvolver os sintomas na primeira semana de uso do antipsicótico.

 

Tratamento da síndrome neuroléptica maligna

A medida terapêutica mais eficaz é eliminação do fármaco que está causando a síndrome. O tratamento inclui:

  • Hidratante venosa abundante;
  • Controle da temperatura;
  • Estabilização da pressão arterial;

A terapia medicamentosa inclui:

  • Uso de dantrolene 0,8 a 2,5mg/Kg IV de 6/6h;
  • Bromocriptina 5mg VO de 2 a 4 vezes ao dia;
  • Benzodiazepínicos (diazepam 5 a 10mg VO de 3/3h ou lorazepam);
  • Amantadina 100mg VO 2 vezes ao dia e;
  • levodopa, de acordo com a necessidade do paciente.

 

 

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Referências Blibliográficas

OLIVEIRA, Irismar. Antipsicóticos atípicos: farmacologia e uso clínico. Revista Brasileira de Psiquiátrica, São Paulo, v. 22, n. 1, maio, 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em 16 de dezembro de 2016.

ABREU, Paulo; BOLOGNESI, Gustavo; ROCHA, Neusa.  Prevenção e Tratamento de Efeitos Adversos de antipsicóticos. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 22, nº 1, maio, 2000. Disponível em: < http://www.scielo.br> .   Acesso em  16 de dezembro de 2016.

 

 

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