malária

A malária é uma das principais doenças parasitárias do mundo, acometendo um grande número de pessoas desenvolvendo quadros graves quase sempre pelo Plasmodium falciparum.

CONCEITO 

A malária é uma doença infecciosa que causa febre aguda acompanhada de calafrios, suores e cefaleia que ocorrem em períodos cíclicos dependendo do agente etiológico.

 

AGENTE ETIOLÓGICO

No Brasil, encontramos três agentes que causam a doença:

  • Plasmodium Vivax;
  • Plasmodium Falciparum;
  • Plasmodium Malaiae.

 

RESERVATÓRIO

O homem é o único reservatório importante. Macacos também podem albergar os agentes etiológicos da malária, no entanto a sua transmissão é rara.

 

VETORES

Os veículos pelo qual é transmitida a malária são mosquitos que pertecem à ordem dos dípteros, família Culicidae e gênero Anopheles. São cerca de 400 espécies. No Brasil, as principais espécies transmissoras da malária, tanto na zona rural quanto na zona urbana, são:

  • Anopheles darlingi;
  • Anopheles aquasalis;
  • Anopheles albitarsis;
  • Anopheles cruzii e;
  • Anopheles bellator.

Os mosquitos da espécie Anopheles darlingi são os principais que atual na transmissão da doença. Popularmente, os vetores da malária são conhecidos por “carapanã”, “muriçoca”, “sovela”, “mosquito-prego”, “bicuda”.

 

MODO DE TRANSMISSÃO – CAUSAS

A transmissão da malária ocorre pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo plasmodium na sua forma infectante chamada de esporozoíto. Os esporozoítos são inoculados no homem sadio através da saliva da fêmea do mosquito anopheles infectante.

O vetor tem hábitos alimentares no entardecer e amanhecer, todavia, em algumas regiões da Amazônia, apresentam-se com hábitos noturnos, picando durante todas as horas da noite.

Importante mencionar que não há transmissão direta da doença de pessoa a pessoa e que, raramente podem ocorrer transmissões, através transfusão de sangue infectado, uso compartilhado de seringas e, mais raro ainda, por via congênita.

 

SINAIS E SINTOMAS DA MALÁRIA

São sinais e sintomas da malária:

  • Febre aguda, causada caracterizada por febre alta acompanhada de calafrios, suores e cefaléia, que ocorrem em padrões cíclicos, a depender da espécie do parasito infectante;
  • A fase sintomática inicial é caracterizada por mal-estar, cefaléia, cansaço e mialgia, geralmente precede a clássica febre da malária;
  • O ataque paroxístico inicia-se com calafrio que dura de 15 minutos a uma hora, sendo seguido por uma fase febril, com temperatura corpórea podendo atingir 41 ºC ou mais;
  • Após um período de duas a seis horas, ocorre defervecência da febre e o paciente apresenta sudorese profusa e fraqueza intensa;
  • Após a fase inicial, a febre assume um caráter intermitente, dependente do tempo de duração dos ciclos eritrocíticos de cada espécie de plasmódio: 48 horas para P. falciparum e P. vivax (malária terçã), e 72 horas para P. malariae (malária quartã).
  • Malária grave e complicada apresenta forte cefaleia, hipertermia, vômitos, sonolência e convulsões (malária cerebral), insuficiência renal aguda, edema pulmonar agudo, hipoglicemia, disfunção hepática, hemoglobinúria (hemólise intravascular aguda maciça) e choque, que podem levam à óbito em torno de 10% dos casos.

 

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

O período de incubação da malária varia de acordo com a espécie do agente infectante:

  • Plasmodium falciparum, de 8 a 12 dias;
  • Plasmodium vivax, 13 a 17 e;
  • Plasmodium malariae, 18 a 30 dias.

 

COMPLICAÇÕES DA MALÁRIA

A malária grave e complicada é a chamada malária cerebral caracterizada por:

  • Edema cerebral;
  • Convulsões;
  • Delírios;
  • Coma;
  • Anemia hemolítica;
  • Edema pulmonar agudo;
  • Insuficiência renal aguda;
  • Hepatopatia aguda;
  • Distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico;
  • Hipoglicemia,
  • Insuiciência renal,
  • Disritmias cardíacas e
  • Alterações gastrointestinais, como diarréia e enteroragia.

Nas formas graves da malária estão presentes a parasitemia elevada em que, mais de 2% das hemácias estão parasitadas, podendo atingir até 30% dos eritrócitos.

 

TRATAMENTO

O tratamento da malária visa

  • Interrupção da esquizogonia sanguínea, responsável pela patogenia e manifestações clínicas da infecção;
  • Destruição de formas latentes do parasito no ciclo tecidual (hipnozoítos) das espécies Plasmodium vivax e Plasmodium ovale, evitando assim as recaídas tardias;
  • Interrupção da transmissão do parasito, pelo uso de drogas que impedem o desenvolvimento de formas sexuadas dos parasitos (gametócitos).

Para atingir esses objetivos, várias drogas são utilizadas tentando impedir o desenvolvimento do parasito como a cloroquina e primaquina.

 

PREVENÇÃO 

A prevenção da malária envolve as seguintes ações;

  • Conhecimento do local de viagem para avaliar risco de transmissão;
  • Evitar picada do mosquito através do uso de repelentes, calças e camisas de manga longa, principalmente no período de fim da tarde e início da noite.
  • Evitar o acúmulo de água parada a fim de impedir a ovoposição e nascimento de novos mosquitos.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAGUAIA, Mariana. “Malária”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/doencas/malaria.htm>. Acesso em 01 de setembro de 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde.Guia Prático de Tratamento da Malária no Brasil. 2010. 38 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de Bolso. 2004. 334 p.

 

 

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