Imunidade inata e seus componentes

Vamos ao conceito de imunidade inata!

Enfatizo a necessidade de recordarmos o conceito de imunidade para facilitar o entendimento deste artigo. Para isso clique aqui.

501293238-300x300 Imunidade inata e seus componentes

 

CONCEITO DE IMUNIDADE INATA!

Inata quer dizer: características que um indivíduo possui desde o seu nascimento. Logo, imunidade inata é aquela que nascemos com ela. É representada  pelas barreiras físicas, químicas e biológicas, células especializadas e moléculas solúveis, presentes em todos os indivíduos, independentemente de contato prévio com imunógenos ou agentes agressores, e não se altera nem em quantidade nem tem a capacidade de especialização após a exposição.

A imunidade inata tem característica de Primeira Barreira pois, os micro-organismos patogênicos precisam vencer o tecido epitelial e superfície de mucosa. Qualquer micro-organismo que queira fazer uma infecção tem que vencer essa primeira barreira. Em queimados, há risco muito grande de óbito por infecção. Após entrar no organismo ele encontrará as células do sistema imunológico inato.

 

QUAIS COMPONENTES DA IMUNIDADE INATA?

As células  e componentes que compõem sistema imune inato são:

  1. Células dendríticas – especialistas na apresentação de antígenos são consideradas como uma ponte entre a imunidade inata e a adaptativa. Elas são atraídas e ativadas pelos elementos por elementos da resposta imune inata; Residem em tecidos periféricos como em fígado, pele e intestino onde capturam o antígeno e migram para os linfonodos regionais;
  2. Neutrófilos – leucócitos abundantes no sangue periférico com importante papel nas fases iniciais da reação inflamatória pelo seu papel responsivo a agentes quimiotáxicos. São as primeiras células a migrarem para o tecido lesionado e produtos bacterianos, proteínas do complemento, imunocomplexos, quimiocinas e citocinas. Além disso, junto com os macrófagos tem capacidade fagocitária eficiente;
  3. Macrófagos – Os monócitos constituem 3 a 5% dos leucócitos circulantes. Quando chegam ao tecido conjuntivo ou parênquima de órgãos, dão origem a macrófagos e células dendríticas mieloides e lá podem permanecer por anos. Além de ser um fagócito eficiente como os neutrófilos com importante função na imunidade inata, processam e apresentam antígenos via moléculas de complexo de histocompatibilidade principal humano, estimulando, assim, a resposta mediada por linfócitos. Os macrófagos apresentam-se como células apresentadoras de antígenos potencializando as células do sistema imune imune adaptativo, linfócitos B e Linfócitos T. Além disso, liberam citocinas pro-inflamatórias e quimiocinas, mediadores químicos da inflamação.
  4. Células Natural Killer – Representam 5% a 20% das células mononucleares do sangue que  reconhecem e lisam células infectadas por vírus, bactérias e protozoários, bem como células tumorais;
  5. Mastócitos  Geralmente não são encontrados na circulação. Seus progenitores são produzidos na medula óssea e depois migram para os tecidos periféricos como células imaturas e se diferenciam em mastócitos de acordo com as características particulares do microambiente dividindo-se em grupos localizados estrategicamente nos vasos sanguíneos, nervos e sob o epitélio da pele e mucosas particularmente abundantes em áreas de contato com o meio ambiente desempenhando papel primordial nas reações inflamatórias agudas. Essas células juntamente com os basófilos, que são circulantes, desempenham as reações alérgicas, pois, em contato com o alérgeno, desencadeiam reação de hipersensibilidade;
  6. Basófilos – Constituem menos de 1% dos leucócitos do sangue periférico. Embora localizam-se em tecidos, podem ser recrutados para os tecidos lesionados juntamente com os eosinófilos; Importantes na imunidade inata por, juntamente com os mastócitos desempenhar reações de hipersensiblidade imediata;
  7. Eosinófilos – ação anti-infecciosa e principalmente antiparasitária. Atuam também reações alérgicas e asma.  Pouca quantidade no sangue, podendo ser encontrados em maior número nas regiões de mucosas, como do trato gastrintestinal, respiratório e geniturinário
  8. Sistema Complemento – é constituído por uma família de mais de 20 glicoproteínas plasmáticas, sintetizadas principalmente no fígado e por macrófagos e fibroblastos,  que desencadeiam a resposta inflamatória;
  9. Complexo de Histocompatibilidade  Principal – conjunto de genes funcionais que tem papel na apresentação de antígeno e estabelecimento do elo entre imunidade inata e imunidade adquirida.

 

 

 

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