estratégia saúde da família

Você encontrará neste post:

  1. Objetivo da Estratégia Saúde da Família (ESF);
  2. Papel do Enfermeiro na ESF;
  3. Histórico da ESF;
  4. Como nasceu a ESF e qual a sua relação com o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS);
  5. Como a ESF deixou de ser o Programa Saúde da Família (PSF) ;
  6. Referências Bibliográficas.

O que é a Estratégia Saúde da Família

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ESF é uma estratégia de reorientação do modelo assistencial em saúde a partir da atenção básica, com proposta de mudança do modelo centrado no médico e no hospital para um modelo focado na integralidade da assistência onde o usuário está inserido dentro da sua comunidade socioeconômica e cultural estabelecendo o reconhecimento da saúde como um direito de cidadania evidenciado pela melhoria das condições de vida através de serviços mais resolutivos, integrais e humanizados.

 


Objetivo da Estratégia Saúde da Família

A Estratégia Saúde da família (ESF) foi criada pelo Ministério da Saúde com o objetivo de consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS) que tem como base os princípios de acesso, tais como a equidade, integralidade e universalidade e, também, princípios organizativos como a descentralização, participação da comunidade e regionalização. A ESF é fundamentada na abordagem coletiva, multi e interprofissional, centrada na família e na comunidade e é composta por equipes saúde da família que envolve enfermeiros, médicos, técnicos em enfermagem, odontólogos e Agentes Comunitários de Saúde (ACS).


Papel do enfermeiro na Estratégia Saúde da Família

Na ESF, o enfermeiro desempenha funções administrativas, educativas e assistenciais que visa o fortalecimento do vínculo de atenção enfermeiro/família na busca de contribuir para a melhoria da qualidade de saúde e de vida do indivíduo no ambiente familiar.


Histórico da Estratégia Saúde da Família

Antes do SUS, ou seja, antes da Constituição Federal de 1988, só quem direito á saúde era quem podia pagar por ela ou trabalhadores de carteira assinada. Até a década de 80, aproximadamente metade da população era excluída e uma pequena minoria tinha acesso eventualmente ás Santas Casas de Misericórdia. Somente com o movimento chamado de ‘Reforma Sanitária Brasileira, a saúde passou a ser um “direito de todos e dever do estado” através da criação da Constituição Federal de 1988, que, no seu artigo 196 diz:

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. (BRASIL, 1988)

Na década de 90, para que o direito universal á saúde fosse colocado em prática, exigiu-se nova organização da saúde, pois diferentemente das práticas de saúde antes da década de 70, em que o profissional atendia de forma isolada, hierarquizada, fragmentada e autônoma fosse adquirido na prática. Agora os profissionais deveriam fazer parte de uma saúde construída com base nos princípios do SUS, ou seja, deveriam garantir a universalidade do acesso, equidade e integralidade na assistência, resolubilidade dos principais problemas de saúde através de uma gestão municipalizada da saúde visando atender a descentralização, regionalização com o objetivo prestar uma assistência de saúde voltada para o perfil epidemiológico de cada território, e hierarquização com foco na atenção primária sem esquecer a atenção secundária e terciária. Para alcançar essa configuração, o Ministério da Saúde aprovou a Programa Saúde da Família (PSF) que teve a sua implantação gradativa a partir de 1994.


Como nasceu a Estratégia Saúde da Família e sua relação com o Programa de Agentes Comunitários de Saúde PACS?

A Estratégia Saúde da Família surgiu como um programa: O Programa Saúde da Família (PSF) que teve início com a implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país em 1991 com as finalidades de diminuir a mortalidades infantil e materna. Devido ao sucesso da experiência acumulada no Ceará, o Ministério da Saúde reconheceu a importância dos agentes na assistência de saúde do município, o Ministério da Saúde, portanto, passa a enfocar na família como unidade de ação para atender ao novo conceito de saúde que considera o indivíduo como um todo e não simplesmente ausência de doença.

Em reunião nos dias 27 e 28 de dezembro de 1993 em Brasília/DF, sobre o tema “Saúde da Família”, que discutiu uma nova proposta a partir do êxito do PACS e da necessidade de agregar novos profissionais no programa a fim de que os agentes comunitários não funcionassem isoladamente. A supervisão do enfermeiro na experiência realizada no Ceará serviu de motivação para a discussão de incorporação de novos profissionais.

Diante do sucesso da experiência de agentes comunitários no Ceará, o Ministério da Saúde, lançou em 1994, o PSF como política nacional da atenção básica com caráter organizativo e substitutivo em relação ao modelo hegemônico médico-curativista e hospitalocêntrico.


Como a Estratégia Saúde da Família deixou de ser um Programa?

Em 2006, o PSF deixou de ser um programa e credenciou-se com Estratégia Saúde da Família (ESF) através da Portaria Nº 648, de 28 de Março de 2006.  A ideia foi transformar o PSF numa estratégia permanente e contínua uma vez que programa possui tempo determinado.

Assim, a Estratégia Saúde da Família é uma estratégia de reorientação do modelo assistencial em saúde a partir da atenção básica, com proposta de mudança do modelo centrado no médico e no hospital para um modelo focado na integralidade da assistência onde o usuário está inserido dentro da sua comunidade socioeconômica e cultural estabelecendo o reconhecimento da saúde como um direito de cidadania evidenciado pela melhoria das condições de vida através de serviços mais resolutivos, integrais e humanizados.


Referências Bibliográficas

 

BARROS, Idarleide. A importância da Estratégia de Saúde da Família: Contexto Histórico. Universidade Federal de Minas Gerais. Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família. Teófilo Otoni, 2014. Disponível em: < https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/4357.pdf>. Acesso em 20 de novembro de 2016.

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