esquizofrenia paranoide

O que é Esquizofrenia Paranoide

É um tipo de esquizofrenia em que há o predomínio de delírios de perseguição ou grandeza fazendo com que o paciente tenha um comportamento hostil e agressivo podendo cometer atos violentos. O paciente sempre está desconfiado, fator que pode levar a dificuldades no tratamento.

 

Sinais e sintomas do paciente portador de esquizofrenia paranoide.

  • Comportamento anti-social. O paciente tem dificuldade de manter um relacionamento social e até mesmo familiar. Apresenta história de comportamento sociopático;
  • Afeto embotado;
  • discurso desorganizado,
  • negligência com higiene pessoal;
  • Indiferença;
  • delírios persecutórios;
  • surto psicótico associado á agressividade;
  • Libido exacerbada.

Saiba o que são sintomas positivos e negativos da esquizofrenia clicando aqui!

 

Tratamento 

A esquizofrenia tem tratamento mas infelizmente não traz a cura  ao paciente. No entanto, quando o tratamento é realizado adequadamente, possibilita que o paciente tenha uma vida social e familiar como qualquer outra pessoa.

Antipsicóticos de primeira geração

Mecanismo de ação: Bloqueiam preferencialmente os receptores D2 da dompamina nas vias dopaminérgicas cerebrais, mesolímbicos, mesocortical, nigroestriatal e infundibular. Agem somente nos sintomas positivos da doença e causam efeitos adversos extrapiramidais.

Fármacos: Clorpromazina, Levomepromazina, Flufenazina, Tiorodazina, Haloperidol e Pimozide.

Efeitos adversos:

  • acatisia;
  • distonia aguda e sintomas parkinsonianos;
  • sedação;
  • ganho de peso e impotência sexual.

Antipsicóticos de segunda geração

São antipsicóticos excelentes pois apresentam as seguintes características:

  • Poucos efeitos extrapiramidais (efeitos adversos);
  • Ausência de hiperprolactinemia;
  • Maior eficácia nos sintomas postivos, negativos e de desorganização;
  • A clozapina apresenta ausência de discenesia tardia ou distonia após administração crônica.

Todos esses efeitos adversos podem surgir nos antipsicóticos de primeira geração.

Fármacos: Quetiapina, Amisulprida, Olanzapina, Risperidona e a Clozapina.

Efeitos adversos: Possuem poucos efeitos adversos como síndrome de parkinson típica, acatisia, reações distônicas agudas e discenesia tardia.

Mecanismo de ação:  Preferência pelo córtex pré-frontal e baixa atividade em núcleos da base

 

Referências Bibliográficas

OLIVEIRA, Irismar. Antipsicóticos atípicos: farmacologia e uso clínico. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 22, maio, 2000. Disponível em < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462000000500013>. Acesso em 11 de dezembro de 2016.

MOREIRA, Camilla; MEZZASALVA, André; JULIBONI, Ricardo. Esquizofrenia Paranoide: Relato de Caso e Revisão de literatura. Revista Científica da FMC, Rio de janeiro v. 3, n. 2, 2008. Disponível em: < http://www.fmc.br/revista/V3N2P29-32.pdfww>. Acesso em 11 de dezembro de 2016.

 

 

 

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