Clamídia: Tudo que você precisa saber!

Clamídia: tudo que você precisa saber!

A infecção por Chlamydia trachomatis é muito frequente, mas, nem sempre diagnosticada.  Atualmente, observou-se um aumento no número de casos.

Conheça a seguir todos os detalhes da doença, e qual o papel do enfermeiro, principalmente na prevenção!

Como é transmitida?

A clamídia é uma DST (doença sexualmente transmitida), sendo, portanto, suas principais vias de contaminação:

  • Sexo vaginal desprotegido;
  • Sexo anal desprotegido;
  • Sexo oral;
  • Transmissão vertical (no momento do parto).

É importante mencionar que duchas, vasos sanitários, piscinas e saunas NÃO transmitem a doença.

Quais os principais atingidos?

As mulheres são o público mais frequente, embora nem sempre sejam diagnosticadas. Observa-se maior número de casos em jovens (com menos de 20 anos), pacientes com múltiplos parceiros, tabagismo, não uso de preservativos, a presença de outras DSTs (como HIV), entre outros.

Quais os sintomas?

As mulheres frequentemente não possuem sintomas, sendo este o principal motivo das altas taxas de transmissão.

Elas devem se atentar aos seguintes sintomas, que embora sejam inespecíficos, devem sempre servir de alerta:

  • Dor e desconforto para urinar;
  • Presença de corrimento vaginal;
  • Prurido.

Já os homens, têm como principal sintoma a uretrite, e também a presença de corrimento, sendo mais facilmente diagnosticados.

Como o exame ginecológico auxilia?

Falando das mulheres, o exame ginecológico pode auxiliar no diagnóstico da Clamídia. Deve-se atentar para as seguintes manifestações:

  • Corrimento cervical;
  • Sangramento do colo ao toque da pinça de Cheron;
  • Presença de ectopia cervical.

 

Qual a conduta?

Diante de uma suspeita de Clamídia, o médico pedirá exames específicos, para que a confirmação do diagnóstico seja feita.

Antibióticos são empregados no tratamento, podendo inclusive, ser em dose única. Os mais comumente usados são azitromicina, eritromicina e rifampicina.

É interessante conhecer os parceiros, que possivelmente também desenvolverão a clamídia.

As principais preocupações envolvem a infertilidade feminina, pois a demora diagnóstica pode resultar em complicações como a DIP (doença inflamatória pélvica).

 

Como prevenir?

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Sem dúvidas, a melhor forma de reduzir o número de casos da clamídia, é através da prevenção!

Para isso, é essencial o trabalho multidisciplinar, envolvendo a conscientização da população sobre a importância do uso de preservativos.

Informar sobre a clamídia e também outras DSTs é um ponto importante, pois, muitas vezes tais doenças só são transmitidas pela falta de conhecimento da população.

Orientar ao paciente que informe seus parceiros, e também os incentive a buscar ajuda médica, é uma boa forma de reduzir o número de casos.

Marcus Vinícius

Olá, meu nome é Marcus Vinícius. Sou blogueiro, enfermeiro e responsável técnico pelo Centro de Atenção Psicossocial CAPS I do Município de Lagoa da Prata/MG. Este blog tem o objetivo de trazer um conteúdo esquematizado e de fácil assimilação. Aproveite e entre em contato em caso de dúvidas e sugestões!

Website: http://www.enfermagemesquematizada.com.br

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