O que é Arritmia Cardiaca?

A arritmia cardiaca pode ser definida como um problema que ocorre com o ritmo de batimentos do coração. Sabe-se que o coração bate mais de 100.000 vezes a cada dia para que promova uma circulação sanguínea efetiva para o pleno funcionamento de todos os órgãos. Arritmias diminuem o bombeamento de sangue e colocam em perigo os órgãos vitais do corpo como o cérebro e pulmões.

Quais são os tipos de arritmias cardíacas?

Uma arritmia pode ser gerada em todo o tecido cardíaco ou em algum ponto localizado.

 

Arritmias Não Localizadas

Tomando como referência a frequência cardíaca normal, que está entre 60 e 100 batimentos por minuto, temos:

  • Taquicardia – Quando ritmo do coração for superior a 100 batimentos por minuto.
  • Bradicardia – Quando a frequência cardíaca é inferior a 60 batimentos por minuto.

Além disso, também há arritmia cardíaca quando existe um bloqueio de condução nervosa no tecido cardíaco provocando ausência de um ou mais batimentos do coração.

Arritmias localizadas

Por outro lado, existem as arritmias mais localizadas em certos pontos do coração, como nos ventrículos e átrios do coração. São elas:

  • Fibrilação atrial ou auricular – É a arritmia mais comum (cerca de 0,4% da pululação geral e 10 a 20% da população idosa) e é caracterizada por um batimento irregular nos átrios. Na fibrilação atrial, os átrios tem uma frequência superior aos ventrículos, o que provoca uma circulação sanguínea irregular e tendenciosa a formar coágulos sanguíneos.
  • Fibrilação ventricular – Arritmia de prognóstico muito mais grave do que a fibrilação atrial. A contração dos ventrículos é irregular levando à morte em poucos segundos caso não seja rapidamente corrigida. Cerca de 90% das paradas cardiorrespiratórias em ambiente extra-hospitalar ocorrem por esse motivo.

Todas as Arritmias Cardíacas

  • Flutter atrial;
  • Taquicardia Sinusal;
  • Taquicardia Atrial Unifocal;
  • Taquicardia Atrial Multifocal;
  • Taquicardia Supraventricular Paroxística;
  • Síndrome Wolff-parkingon-white
  • Taquicardia de Columeia;
  • Taquicardia Junc Não-paroxística;
  • Taquicardia Ventricular;
  • Taquicardia Ventricular Monomórfica Sustentada;
  • Taquicardia Ventricular Polimórfica Sustentada;
  • Taquicardia Ventricular Bidirecional;
  • Arritmias Ventriculares Não- sustentadas;
  • Ritmo Idioventricular Acelerado;
  • Ritmos de Escape;
  • Bradiarritmias Sinusais;
  • Bloqueio Átrio-ventricular;
  • Bloqueios de Ramos e Hemibloqueios;
  • Marca-passo;
  • Assistolia, Parada cardio respiratória e Morte súbita.

Causas

  • Tabaco;
  • Stress;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Uso incorreto de medicamentos;
  • Excesso de cafeína.

 

Fatores de risco

  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Hipertensão arterial sistêmica;
  • Doenças das artérias coronárias;
  • Diabetes;
  • Hipotireoidismo;
  • Hipertireoidismo.

 

Quem tem maior risco para desenvolver arrtimia cardíaca?

Pessoas após a faixa etária dos 60 anos tem maior risco de desenvolver arrtimias cardíacas devido a uma maior presença de doenças cardiovasculares nesta idade. Essas doenças são propícias ao surgimento das arritmias.

 

Quais são os sintomas?

  • Batimentos cardíacos muito rápido ou muito lento;
  • Palpitações;
  • Vertigens;
  • Fadiga;
  • Transpiração irregular;
  • Tonturas;
  • Falta de ar;
  • Cansaço;
  • Ansiedade;
  • Dor no peito;
  • Síncope (perda rápida dos sentidos);
  • Morte súbita.

Como é feito Diagnóstico de uma arritmia cardiaca?

Para realizar o diagnóstico, o profissional de saúde irá se basear na anamnese (história familiar) e exame físico. Em seguida, será solicitado a realização de exames sendo que o mais utilizado é o eletrocardiograma. Este exame mostra com muita precisão a frequência dos batimentos cardíacos e suas características (regularidade ou irregularidade). Além disso o ECG oferece informações sobre a força, tempo dos sinais elétricos e a trajetória elétrica entre as várias cavidades do coração.

Também são utilizados como exames complementares o:

  • Ecocardiograma;
  • Teste Tilt;
  • Holter.

 

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo da arritmia cardíaca bem como de sua etiologia. Assim, o tratamento poderá envolver:

  • Tratamento farmacológico;
  • Promoção de vida saudável;
  • Pacemaker cardíaco;

 

Tratamento Farmacológico

As medicações tem a finalidade de controlar as doenças cardiovasculares que geralmente geram arritmias cardíacas. O doente deve ter doença tiroidiana normalizada, pressão alta e colesterol controladas, etc.

 

Promoção de vida saudável

  • Alimentação equilibrada;
  • Prática de exercício físico regular;
  • Ausência de tabaco;
  • Controle do peso;
  • Redução do consumo de álcool e cafeína.

 

Pacemaker Cardíaco

Utilizado para auxiliar o coração a manter um ritmo de batimentos regular em arritmias lentas e bloqueios, o Pacemaker registra informações sobre o ritmo do coração e formas dos batimentos (regular ou muito lento).  Caso os batimentos estejam demasiadamente lentos, o Pacemaker emite estímulos elétricos que fazem com que o coração se contraia na frequência mais adequada.

 

Cardioversor Desfibrilhador Implantável (CDI)

Semelhante ao Pacemaker Cardíaco, o CDI trata as arrtmias cardíacas lentas ou bloqueios. Além disso o CDI é capaz de tratar as arrtimias cardíacas rápidas como a fibrilação ventricular (condição que pode levar a morte em poucos segundos).

Marcus Vinícius

Olá, meu nome é Marcus Vinícius. Sou blogueiro, enfermeiro e responsável técnico pelo Centro de Atenção Psicossocial CAPS I do Município de Lagoa da Prata/MG. Este blog tem o objetivo de trazer um conteúdo esquematizado e de fácil assimilação. Aproveite e entre em contato em caso de dúvidas e sugestões!

Website: http://www.enfermagemesquematizada.com.br

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