Alzheimer – Entenda a doença

Doença de alzheimer

A doença de alzheimer é uma doença neurodegenerativa do Sistema Nervoso Central que caracteriza-se por uma degeneração progressiva e irreversível acarretando perda de memória e distúrbios cognitivos. A doença, geralmente, tem acometimento tardio. Pode classificada de dois tipos de acordo com a idade do paciente em que a doença surge:
1 – Doença de Alzheimer de Acometimento Precoce: Inicia-se por volta dos 40 anos;
2 – Doença de Alzheimer de Acometimento Tardio: Inicia-se por volta dos 60 anos de idade.

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Incidência da Doença

A idade é o fator de risco mais importante para a doença de Alzheimer. Neste sentido, quanto maior a idade maior sera incidência. Assim, na faixa etária de 65 a 74 anos, a incidência da doença será de cerca de 3%, 19% nas pessoas de 75-84 anos e 47% nas pessoas com mais de 84 anos de idade.
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Alzheimer Causas

A hipótese mais forte para tentar explicar a causa da doença de Alzheimer é o fator genético. Além do componente genético, foram apontados também como fatores etiológicos, a toxidade a agentes infecciosos, ao alumínio, radicais livres de oxigênio, aminioácidos neurotóxicos e o surgimento de danos nos microtúbulos e proteínas.

Ao estudar formas familiares de doença de Alzheimer, cientistas observaram que um peptídeo chamado beta amiloide ou Aβ, se acumula no cérebro provocando uma série de eventos que resultam na doença. Além disso verificou-se também:


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O sintoma clássico do alzheimer é o esquecimento. O portador da doença começa a se perder em lugares familiares, esquecer nomes de familiares e de fatos recentes. Á medida que a a afecção se evolui, o paciente começa esquecer-se de como realizar as suas atividades básicas, como segurar talheres e abrir uma porta.

Além da perda de memória recente, são também sintomas da doença principalmente em estágio avançado:

  • Apatia;
  • Agressividade;
  • Irritabilidade;
  • Hiperatividade;
  • Depressão;
  • Sintomas psicóticos como alucinações.

No entanto, vamos entender melhor esses sintomas ao ver as fases da doença.


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Alzheimer fases

Para entender os sintomas da doença vamos separá-los em três estágios sequenciais. No entanto, elas não tem um tempo definido de duração variando de paciente para paciente. Neste sentido, vamos descrevê-los:

Estágio 1

  • Esquecimento de eventos do cotidiano: datas, chamadas telefônicas, nome de pessoas, objetos familiares, esquece de pagar faturas;
  • Mudanças de humor: fica com raiva ao perder chaves, calçados e outros pertences;
  • Tendência ao isolamento: sai menos de casa;
  • Início de problemas com palavras: começa a ter dificuldades de encontrar palavras precisas para elaborar falas e a elaborar frases mais curtas. Além disso, mesclam ideias que não tem relação com o assunto).
    Neste estágio, o portador de Alzheimer ainda não se perde, consegue dirigir, veste-se sozinho e come bem. Emfim, consegue realizar as atividades cotidianas sem maiores problemas e também trabalhar.

Estágio 2

A doença evolui e o paciente já começa a esquecer eventos recentes. Vamos aos principais sintomas que aparecem nesta fase:

  • Perda da Memória Recente: Por exemplo o paciente esquece que já se alimentou ou acusa seus amigos de abandoná-lo sendo que os vê regularmente;
  • Dificuldade de Compreensão de Acontecimentos Novos: matrimônio, falecimento de um parente;
    No entanto, o paciente ainda tem preservação da acontecimentos longínquos.
  • Reações Desproporcionadas e Violentas: o paciente perde a sua carteira e faz acusação de roubo. Quanto mais se torna dependente mais se irrita;
  • Experimenta medos injustiçados: Barulho do vento numa cortina ou qualquer ruído pode desencadear o medo;
  • Comunicação e fala lenta: Fala menos e o seu vocabulário empobrece podendo repetir frases durantes horas. Responde a perguntas lentamente buscando as palavras e não termina as frases;
  • Coordenação de gestos se tornam difíceis: Gestos imprecisos como abotoar mal as roupas, suspende mal o gargo para se alimentar. Perde o equilíbrio aumentando á facilidade para quedas. Podem aparecer movimentos anormais como tremores, contraturas musculares ou convulsões;
  • Dificuldade de Realizar as Atividades de Vida Diária: Veste-se mal. Não sabe etapas do banho como a hora de se despir, de ensaboar-se e quando secar. Perda da autonomia pois não consegue dirigir, nem de pegar metrô ou ônibus sem companhia. Perde-se em trajeto muito familiar;
  • Tendência a assumir atividades perigosas para si e terceiros: abrir a chave do gás sem acender o fogão e esquecer o seu cigarro aceso e acontecer um incêndio. Deixar o ferro de passar roupas ligado sobre roupas ou até mesmo a cama. Nesta fase, o paciente deverá ser vigiado 24 horas por dia.

Estágio 3

Nesta fase, o portador de doença de alzheimer esquece de acontecimentos recentes e passados, não reconhece familiares, conjuge e filhos. No entanto, ainda tem memória emocional e se dá conta da pessoa que lhe cuida.

Os principais sintomas nesta fase são:

  • Humor imprevisível: Momentos em que grita, outros chora e outros fica agitado. Tem incapacidade de compreender uma explicação. O doente balbucia palavras que não têm sentido;
  • Não controle dos gestos: O paciente não sabe se lebantar, sentar-se ou deambular. Tem dificuldade para engolir. Não consegue controlar os esficteres anal e do sistema urinário.
  • Atividades cotidianas desaparecem: Paciente permanece na cama e por isso tem risco elevado para o aparecimento das úlceras de pressão.

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Ainda não há um fármaco que cure ou desacelere a Doença de Alzhaimer, apesar de um grande esforço da comunidade científica neste sentido. Não há cura e o paciente geralmente tem a sua expectativa de vida reduzida á metade apesar que o paciente pode viver de três a vinte anos após o diagnóstico. A fase final pode durar alguns meses até anos em que o paciente se torna mais imóvel e acamado. Atualmente estão sendo estudados cerca de 75 medicamentos apenas para aliviar os sintomas.

Medicamentos

O fármaco Tacrine ajuda a desacelerar a deterioração da acetilcolina – neurotransmissor que promove a comunicação de cérebro-célula e que estão esgotados gravemente na doença de Alzheimer. No entanto, o aparecimento frequente de efeitos adversos como erupções e gastrites tem levado os pacientes a interromper o uso. Cerca de 50% dos pacientes tem melhora leve nos estágios inciais e intermediários da doença.
Propentofylline: Aumenta o metabolismo cerebral e desacelera alguns processos que levam á morte de neurônios;
Nimodipine: Pertencente á classe de bloqueadores de canais de cálcio, podem proteger células nervosas ao prevenir que o cálcio entre dentro delas;
Prednisone: Está sendo estudado a relação anti-inflamatória e seus efeitos no retardo do Alzheimer
Haloperidol e Trazodone: Prescritos quando o paciente tem conduta verbais ou físicas agressivas, irritabilidade e alucinações.


Fatores de risco Alzheimer

A prevenção do Alzheimer pode ser realizado reduzindo os fatores de risco para o o Alzheimer. Mas quais são os fatores de risco para esta doença?

São fatores de risco para as doenças demenciais:

  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Obesidade;
  • Depressão;
  • Má alimentação;
  • Sedentarismo;
  • Ausência de atividades cognitivas;
  • Baixo engajamento social.

Prevenção do Alzheimer

Os principais fatores para se prevenir a doença de Alzheimer são:

  • Dieta

    : Os antioxidantes contidos principalmente nas frutas e verduras, protegem contra o estresse oxidativo e nitrosativo, combatem o envelhecimento precoce e o as doença neurodegenerativas. Além disso, fatores de risco importantes para o doença de Alzheimer como a hipertensão, diabetes e obesidade podem ser modificadas pela dieta.
    O uso de Ginkgo biloba é utilizado na medicina popular para a prevenção de doenças senis, porém existem poucos estudos científicos para a comprovação de sua eficácia. Alguns destes estudos mostraram que a Ginko biloba apresentou três efeitos biológicos:
    1 – Prevenção da neurotoxidade pelo b-amilóide;
    2 – Inibição de vias apoptóticas (morte celular);
    3 – Proteção contra danos oxidativos (causam envelhecimento precoce).

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  • Tratamento da depressão.

A depressão aumenta os níveis de cortisol que podem danificar o hipocampo e aumentar o risco de demenciação. Sintomas depressivos são um fator de risco efetivo para a doença de alzhaimer.

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  • Engajamento Social:

Atividades físicas, lazer e cognitivas ativas proporcionam proteção contra as doenças senis. O efeito protetor contra a demência explicado pelo estímulo cerebral proporcionado pelo convívio estimulando as conexões cerebrais e consequentemente aumentando a reserva cognitiva.

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  • Atividade Cognitiva:

Relacionada ao engajamento social, a atividade cognitiva pode ser entendida como um conjunto de competências adquiridas através de atividades como leitura de livros ou jornais, escrever, fazer palavras cruzadas, jogos de tabuleiro e tocar instrumentos musicais que promovem a estimulação neuronal. Essas atividades aumentam a reserva cognitiva e por vez preveni doenças neurodegenerativas como o Alzheimer;

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  • Atividade física:

A atividade física assim como a atividade intelectual mantém o cérebro ativo. A vida sedentária aumenta o risco para a doença de Alzheimer;

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  • Redução dos fatores de risco vasculares:

Pessoas que tem  hipertensão e/ou diabetes na meia idade tem risco significativamente aumentado para desenvolver doenças demenciais.

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Ter um estilo de vida saudável como, boa alimentação, atividade física e de lazer regulares e atividade cognitiva frequente, é um fator essencial para prevenção de inúmeras doenças crônicas como o diabetes, hipertensão e doenças demenciais como o Alzheimer. Portanto, cuide-se e seja feliz!


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Referência Bibliográfica

KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; FAUSTO, N.; MITCHELL, R. N. Robbins. Bases patológicas das doenças. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

PAIVA, G. J. Dante Moreira Leite: um pioneiro da psicologia social no Brasil. Psicologia USP, São Paulo, v. 11, n. 2, jul./ago. 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/>. Acesso em: 12 mar. 2001.

SMITH, Marília de Arruda Cardoso. Doença de Azhaeimer. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 21, n. 2, Out. 1999. Disponível em: <http://www.scielo.br/>. Acesso em: 27 set. 2017.

CARRTTA, Marisa Basegio; SHERER, Sabrina. Perspectivas Atuais na Prevenção da Doença de Alzheimer, Porto Alegre, v. 17, n. 1, 2012. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br>. Acesso em: 27 set. 2017.

RIBEIRO, Cléris Ferreira. Doença de Alzheimer: A Principal Causa de Demência nos Idosos e seus Impactos na Vida dos Familiares e Cuidadores. UFMG, Belo Horizonte, 2010. Disponível em <https://www.nescon.medicina.ufmg.br>. Acesso em: 27 set. 2017.

 

 

 

 

 

marcus

Olá, meu nome é Marcus Vinícius, tenho 32 anos. Sou blogueiro, enferrmeiro e referência técnica do Centro de Atenção Psicossocial CAPS I de Lagoa da Prata/MG. Sou graduado em Enfermagem pela Universidade de Uberaba UNIUBE. Os meu objetivo neste blog é trazer um conteúdo esquematizado e de fácil entendimento para te auxiliar nas suas pesquisas e estudos na área de enfermagem, saúde pública e saúde como um todo.

Website: http://www.enfermagemesquematizada.com.br

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